Apuração atualizada em 27 de agosto de 2026.
O mercado de usados continua central no crédito imobiliário brasileiro. Segundo a ABECIP, imóveis usados
representaram 74% das unidades e dos valores das operações de aquisição contratadas no SBPE em julho de 2026.
Os novos ficaram com 26%.
Para o comprador, o dado é um lembrete de que boa parte do mercado acontece fora dos estandes de lançamento.
Edifícios prontos oferecem localização consolidada e possibilidade de visita real, mas exigem uma análise
documental e física mais cuidadosa.
Por que o imóvel usado tem tanto peso
O estoque de imóveis existentes é muito maior que a oferta de lançamentos. Em bairros consolidados de
Vitória, Vila Velha e outras cidades, determinadas ruas praticamente não possuem terrenos disponíveis para
novos projetos. Quem quer morar ali precisa olhar o mercado secundário.
O usado também pode oferecer metragem maior, planta tradicional e condomínio com estrutura já testada.
Em contrapartida, instalações elétricas, hidráulicas, fachadas, elevadores e impermeabilizações podem
exigir investimento.
Condomínio pode valer mais que uma reforma interna
Pintura, piso e marcenaria são visíveis e relativamente fáceis de orçar. O risco maior pode estar no prédio:
fachada sem manutenção, elevadores antigos, caixa baixo, inadimplência elevada ou obras extraordinárias
aprovadas.
Documentação precisa vir antes do sinal
Matrícula, certidões, situação do proprietário, débitos tributários e regras condominiais precisam ser
checados antes de uma decisão definitiva. Quando existe financiamento, o banco faz parte da análise,
mas isso não substitui a diligência do comprador.
Reforma muda o preço real da compra
Um apartamento usado de R$ 600 mil que exige R$ 100 mil em reforma não deve ser comparado diretamente
com um imóvel pronto de R$ 650 mil. O custo total inclui obra, tempo sem uso, aluguel temporário,
mudança e imprevistos.
Checklist do imóvel usado
- Solicite matrícula atualizada e certidões aplicáveis.
- Leia as três últimas atas de assembleia do condomínio.
- Peça balancetes, fundo de reserva e informação sobre inadimplência.
- Verifique fachada, elevadores, telhado e impermeabilização.
- Teste pressão de água, elétrica, esquadrias e sinais de infiltração.
- Faça orçamento da reforma antes de fechar o preço.
- Compare unidades vendidas/anunciadas no mesmo edifício e entorno.
Usado ou novo: não existe vencedor automático
Imóvel novo reduz alguns riscos de manutenção imediata e pode oferecer infraestrutura contemporânea.
Usado entrega localização consolidada e permite ver exatamente o que está sendo comprado. A melhor
escolha depende do orçamento, prazo, tolerância à reforma e prioridade de localização.
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Perguntas frequentes
Os 74% são só do Espírito Santo?
Não. O percentual divulgado pela ABECIP é relativo às operações do SBPE no agregado nacional.
Banco aprovar o financiamento elimina risco documental?
Não. A análise bancária é importante, mas o comprador deve entender os documentos, o condomínio e as condições contratuais.
Imóvel usado é sempre mais barato?
Não. Localização, tamanho, estado do prédio e escassez de oferta podem manter preços altos.
Fontes e metodologia
O percentual de usados é nacional. Use dados locais adicionais se a matéria receber um recorte específico por cidade.





